O assunto é porque ainda estou com a sensação de novo endereço (e também porque tô lendo um livro sobre o Complexo da Maré, que fala da laje, e vi anteontem um filme brasileiro em que o povo cozinha um mocotó enquanto reforma o puxadinho). Pois bem. É justamente dessa festinha de recepcionar o povo na casa nova que eu vim falar hoje.
Gente chique fala open house, mas já teve tempo em que era “inauguração da casa nova”, assim, em português mesmo. E persiste o clima de bebidas e frios, despojamento, todo mundo sentado em almofada no chão porque ainda tem móvel encaixotado. Ou então é aquela: “cada um traz um pratinho” e no final é uma salada indigesta de pratos que não combinam entre si, que vou te contar… Não há sal de eno ou engov que dê conta.
Mas eu tava pensando que nunca passei por isso, sabe. Primeiro porque sempre morei em apê e isso de inauguração de laje não existia. Depois porque só me mudei uma vez e foi uma confusão tão grande (não, não fui despejada, tá?) que até na hora da mudança a gente tava hospedando visita, que eu nunca vi uma casa pra ser tão apreciada pra visitação como a nossa, tanto lá quanto cá.
Puxei aqui da mente e também não lembro de ter sido convidada para um open house da vida. Nem pra feijoada na laje, nem nada. Quem tiver de casa nova, me convida, tá. Eu juro que levo uma comidinha gostosa.