Ontem foi Dia dos Namorados e eu fiquei cá pensando com meus botões nesta coisa brega-romântica de ser, tão comum nos subúrbios e, vá lá!, nos centros urbanos também. Primeiro, tem o velho e batido lugar-comum dos ramalhetes de rosas vermelhas, né. Preferência número 1. Vendidas nos mercados de flores, floriculturas de shopping e até no trânsito. A rosa vermelha, símbolo da paixão, personagem de dez entre dez músicas românticas. Assim como aquele verso que rima “paixão” com “coração”.
O número dois é o imbatível carro de mensagens. Daqueles com direito a fogos, música em alto e bom som, aplausos, declarações de amor lidos por alguém com voz forçada de locutor e pagação de mico total na vizinhança. Isso quando a mensagem não é oferecida em pleno local de trabalho da pessoa amada. Mico total. Por sinal, nunca mais vi um carro de mensagens desse tipo… a última vez foi bem no ano passado, em Peixinhos, quando um casal apaixonado se declarava e comemorava um ano de casamento, nesta mesma época. Isso há uns cinco, seis anos atrás, fazia o maior sucesso.
O terceiro do top do breganejo, ainda no clima “só love”, são as mensagens fonadas. Você atende ao telefone, ouve aquela babação sem fim com fundo musical de hits dos anos 80 e, no final, ainda lhe perguntam se gostou da mensagem. Você é quase forçado a chorar, não se sabe se de emoção ou de vergonha.
Mas, enfim, o amor é brega, não é? Um viva para os apaixonados!
